Turismo Cemiterial


Cemitérios são lugares fascinantes, cheios de curiosidades, símbolos, obras de arte e mistérios. O lugar escolhido para o repouso eterno de entes queridos pode ser também uma ilha de silêncio e paz, onde se pode repensar a vida, e caminhar por dentro de si mesmo. A arte cemiterial possui peculiaridades que convidam a uma análise minuciosa, desprovida de preconceitos.
Visite um cemitério. A morte faz parte da vida.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Aqueles a quem amamos

Elaborar conceitos a respeito da morte é sempre um exercício fascinante, pois envolve um mergulho profundo em mistérios que desconhecemos, e que adoramos adivinhar. Mas quando se trata de lidar com uma perda próxima, de alguém que realmente amamos e nos fará falta, todos as teorias se tornam desnecessárias, e só a dor a saudade imperam.
Perdi minha amada bebê Tida ontem, depois de 13 anos de uma linda e amorosa convivência, e mesmo sendo grata por todas as alegrias que sua vida me trouxe, ainda me sinto vazia e infeliz. A morte não deveria existir. Aqueles a quem amamos deveriam ser eternos.

"Tida querida, te afago na eternidade minha linda e eterna criança. Jamais te esquecerei, e meu coração sempre terá você dentro. Te amo muito. Que a paz que você sempre exalou seja seu berço agora."

Liliane 20/11/2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A Magia e a Arte dos Cemitérios


Foi lançado pela Editora Penalux o livro do escritor Milton Rezende, que trata da temática das artes e outros assuntos relacionados a expressão cemiterial. O autor,  que  explora este universo de forma delicada, está também responsável pela sua distribuição através do site:

http://pt.calameo.com/read/001812301dee2bb888f6f

Aqui você pode ler a orelha do livro: 

O autor deste livro realizou, a meu ver, uma curiosa e estranha síntese da inteligência e do obscurantismo. Foi a impressão que me ficou e veio de chofre. Admirei a inteligência e, ao mesmo tempo, o obscurantismo na elaboração do tema que às vezes resvala para o pitoresco, o macabro e as significações ocultas. É um assunto interessante, sem dúvida, mas cheio de dificuldades e armadilhas para o pesquisador mais afoito. No entanto, o autor – não sendo um professor, teórico ou acadêmico – consegue a proeza de contornar os obstáculos com a maestria de um poeta.
Por que escrever sobre a morte, os cemitérios e as suas paisagens desoladas de cruzes e sepulturas? Simplesmente porque alguém tem que fazê-lo. E há, naturalmente, toda a magia e um grande mistério envolvendo o assunto. Não dá mesmo para fugir dele, contornar, fingir que não existe. Acontece todos os dias e com todas as pessoas: a realidade e a presença da morte estão sempre aí, desafiando os nossos medos e a nossa compreensão da vida.
E há também a arte tumular, secular maneira de prestar homenagem aos entes queridos que se foram. De onde vem isso? O livro tenta responder a questão e, para tanto, procura diversas abordagens possíveis num elenco de inesgotáveis possibilidades: cultural, artística, histórica, psicológica, sociológica, antropológica, religiosa, filosófica e existencial. Há de tudo aqui, numa mistura multidisciplinar de permanente diálogo entre as vertentes do pensamento.
Por Ferreira Jr.

Loja virtual: http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=213
 
A MAGIA E A ARTE DOS CEMITÉRIOS 
Gênero: ensaios (Selo Lustre)
Autor: Milton Rezende
ISBN: 978-85-8406-004-7
Formato: 16X23.
218 páginas em pólen soft (80 gr).

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A morte na moda

O MET, museu símbolo da cidade de Nova York (Estados Unidos) prepara-se para apresentar mais uma mostra polêmica. "Death Becomes Her: A Century of Mourning Attire" (ou "A Morte lhe cai bem: Um século de trajes de luto", em livre tradução para o português), tem a intenção de mostrar a evolução da estética e da cultura do século 19 e início do século 20 por meio de roupas e acessórios usados pelas mulheres para irem a funerais.


A exposição, que ficará hospedada no Costume Institute, espaço dedicado à moda dentro do Metropolitan Museum Of Art, conta com cerca de 30 trajes, muitos deles nunca exibidos antes, serão dispostos por ordem cronológica, para que o público possa perceber as mudanças de modelagem e tecido ao longo dos anos.

Entre os destaques estão alguns vestidos que pertenceram às rainhas Vitória e Alexandra, do Reino Unido.
Leia mais em: 
http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2014/10/01/exposicao-no-met-mostra-evolucao-da-moda-do-seculo-19-em-trajes-de-funerais.htm#fotoNav=2
"Death Becomes Her: A Century of Mourning Attire"
Quando:
De 1º de outubro de 2014 a 1º de fevereiro de 2015
Onde: Metropolitan Museum Of Art, em Nova York, Estados Unidos
Quanto: US$ 25 (preço sugerido para a entrada no museu)                                                                     
                                                                                              

Vestido longo preto 1861








domingo, 27 de outubro de 2013

Cemitérios imperdíveis

Existem muitas razões para se visitar cemitérios, e cada visitante se sente  atraído por algo diferente. As obras de arte, a leveza, o silêncio e até mesmo a reflexão são atributos encontrados nesses locais. Para os principiantes é recomendado que se informem sobre as peculiaridades e regras de visitação desses locais, e que  abandonem as superstições e temores. A seguir seis cemitérios imperdíveis, para quem ainda não visitou.

CEMITÉRIO JUDEU DE PRAGA


Cemitério judeu de Praga, localizado no bairro Josefov, em Praga, República Tcheca. O cemitério foi fundado no século XV e tem aproximadamente doze mil sepulturas.







 CEMITÉRIO PÈRE LACHAISE


CEMITÉRIO MONUMENTAL DE MILÃO
Localizado em Paris, na França, é um dos mais visitados do mundo, e concentra um grande número de celebridades





CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO

Em São Paulo   

CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA - RJ



                                                  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O ultimo desejo da esposa de Milan Marinkovic

 
Um viúvo sérvio da cidade de Belgrado atendeu o último desejo da mulher e mandou gravar o formato da vagina da esposa falecida em sua lápide em Krusevica, na Sérvia, segundo o jornal "Vecernje Novosti".
Milan Marinkovic disse que sua esposa pediu quando estava morrendo que ele nunca olhasse para a para íntima de outra mulher.
Antes de falecer, Milena Marinkovic deixou instruções sobre como queria que seu último desejo fosse realizado:
Ela tirou uma foto de sua área íntima e pediu que o marido a entregasse a um profissional contratado, para ele fizesse uma réplica exata para ser colocada em sua lápide. Alguns artistas antes deste recusaram o trabalho, acusando o sérvio de blasfêmia.
 
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Revitalização do Cemitério da Saudade em Belo Horizonte

O Cemitério da Saudade, na região Leste de Belo Horizonte, vai passar por um processo de revitalização. Fundado há 70 anos,  já realizou 354.334  enterros na cidade, mas nunca foi reestruturado.

De acordo com o chefe da administração do local, Eduardo di Flora, um dos principais pontos previstos no projeto é dobrar a quantidade de salas de velório, atualmente, quatro.

Além disso, estão previstas a instalação de uma guarita na entrada, a construção de uma lanchonete, a reforma da administração e dos vestiários e melhorias no escoamento da água pluvial e no solo do terreno, para evitar erosões.

Segundo a administração, ainda não há data para início  da obra. A licitação para a escolha do responsável ainda está em andamento. 

Cemitério da Saudade em Belo Horizonte


Fichários


 Outra novidade é a digitalização dos registros dos enterrados no local, que ainda são realizados em fichas manuais. Segundo Di Flora, uma reunião de representantes da prefeitura, prevista para hoje, deve definir a data para o início de um projeto-piloto do trabalho. Ele adiantou que, por enquanto, dois estagiários vão digitalizar as fichas. "A quantidade vai aumentar conforme o desempenho do projeto".







Reportagem de Karina Alves  Publicada no Jornal OTEMPO em 04/10/2012
Link para a matéria: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=213161,OTE

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Aokigahara, a floresta da morte


Para os adeptos do Turismo Macabro,  Aokigahara é um local peculiar. A floresta localizada na base do monte Fuji, no  Japão, é terreno fértil para diversas lendas e contos, que de alguma maneira tentam explicar os motivos que levam diversas pessoas a morrerem lá ou mesmo a cometerem suicídio, que é algo extremamente comum no local. 
Exposição de suicidas

É uma floresta onde se caminha por entre as árvores, e ao invés de frutos se pode encontrar corpos dependurados por todos os lados e ossos esquecidos no chão, além de objetos pertencentes aos que escolheram este lugar para se despedir da vida. Apesar de parecer uma cena de filme de terror fictício, essa mata macabra existe, e está sempre sendo visitada por pessoas que desejam colocar fim à existência.
Placas convidam os visitantes a continuar vivendo

O que mais chama a atenção nessa floresta não são as mortes ocasionais, mas sim o número de suicídios que lá ocorrem, chegando a mais de 30 por ano. Os suicidios são tão frequentes que as autoridades instalaram placas pedindo para que as pessoas pensem antes de fazer isso, tentando desencorajar os suicidas. 
  A floresta é escura, gelada e a densidade dificulta a passagem dos raios de sol, proporcionando uma atmosfera mórbida e sombria. Há muitos relatos dos moradores locais de aparições, perdas de sentido e desorientação por ali. O visitante mais ousado pode caminhar por entre restos mortais de suicidas que estão há décadas tendo o céu por sepultura. A floresta contém também um grande número de rochas e cavernas de gelo.


Nota: Este blog tem finalidade turística. Valorizamos a vida e acreditamos que viajar, passear e interagir com outras culturas seja algo grandioso e enriquecedor. Se você foi direcionado a este endereço por motivos diferentes destes, procure ajuda. Viver é bom, e nada é mais precioso que a vida.
Ligue CVV fone: 141 ou acesse: http://www.cvv.org.br/

domingo, 24 de junho de 2012

Cemitério do Bonfim de BH começa a receber visitas guiadas


Foto: Osvaldo Afonso 24/06/12
 
Foi na manhã deste domingo, 24 de junho de 2012 a primeira visita guiada ao Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. O projeto é um sonho antigo de muitos admiradores do espaço, e pretende se tornar  um atrativo permanente da cidade.
Foto: Osvaldo Afonso 24/06/12
Para a turismóloga da Fundação de Parques Municipais Gisele Mafra, o Bonfim é mais do que um local de mortos. “O acervo cultural, as lendas e as histórias fazem dele mais que cemitério, é um local dinâmico”. Para Mafra, o fato de o espaço ainda funcionar para velórios e enterros dá um aspecto de atualidade àquela história. Um  projeto em parceria com a Fundação Municipal de Cultura propõe a implantação de sinalizações nos corredores do Bonfim com informações para turistas. São painéis que vão contar parte da história do cemitério e informar os visitantes. O projeto está em fase de aprovação pelo Ministério da Cultura.

 
A história do cemitério se confunde com a da fundação de Belo Horizonte. Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897, mesmo ano da fundação da capital mineira,  acumula nos seus 160 mil metros quadrados e 17.360 sepulturas, um grande acervo de esculturas decorativas de túmulos e mausoléus com obras de arte em diversos estilos que vão da belle epoque ao art deco , passando pelo modernismo.
Segundo a professora  Marcelina das Graças de Almeida, idealizadora do projeto,  a visita guiada será de cerca de 2h30. Os turistas também vão conhecer a história do cemitério.

Os interessados em participar do passeio devem encaminhar email para o endereço agendaparques@pbh.gov.br e informações podem ser obtidas através do telefone 31 3277-5398. As vagas são limitadas.